
Depois de uma noite tão particular, onde entre outras coisas se bebeu Moët & Chandon e comeu prAsunto, sentados nos cadeirões de pele que compõem a talvez mais requintada sala do Fish, sucumbo à minha vontade.
Bem almoçada com o belo do Cozido à Portuguesa, num restaurante muito agradável bem perto de casa, mas que desconhecia, rumo ao mar. Paragem obrigatória para pôr tratol na minha caminete de caixa aberta. Gotan Project faz-me companhia. Celos toca repetidamente.
“Pára-quedas” com toalha, dois jornais e um livro, o suficiente para uma tarde muito bem passada. Pensei em desafiar alguém para pôr os coiratos ao sol comigo, mas às vezes sabe bem estar só, com as ondas “e o mar que cantava só p’ra mim”, como sabiamente disse Sophia de Mello Breyner Anderson.
O sol era alto, mas a sua luz aquecia-me o corpo e reconfortava-me a alma. Com o papo cheio, ao sol… deixei descansar os jornais e o livro, fechei os estores e dormitei, lagartei… Acho que ainda passei pelas brasas.
Até que a brisa se transformou em vento e o calor ficou esquisito… diferente…
Pi, pi… pi, pi… Toca o telemóvel. Sms extensa, muito elaborada, cheia de classe e muito aliciante “Imperiais e tramoços, vai?” Não hesitei!