quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Disque é ano novo, vida nova. Disque!

Já lá vão 23 anos e eu continuo sem conseguir compreender, viver e sentir o revelhão da mesma forma que as outras pessoas todas, ou quase todas.
No Natal há aquela coisa do espírito natalício, que fica tudo muito bonzinho… a ajudar os pobrezinhos que durante todo o ano ignoram, porque mudaram do lado do passeio. O que também me irrita um bocado, confesso. O Natal dos Hospitais. As Galas de Solidariedade para ajudar o lar da associação cultural, desportiva e recreativa de uma aldeia de um CREDO qualquer. O Sozinho em Casa pela 58ª vez. Os filmes sobre o Jesus ou o Deus ou que seja. (Gente que anda em fila indiana pelas montanhas, com lençois brancos sebosos enrolados).
Mas apesar disso tudo, gosto do Natal. Pelas cores, pela família, pela criançada…
Epá… mas a passagem de ano. Não! Decididamente, não! O que é que muda? Um número na parte do ano. (Uau.) Todos os outros mudam todos os dias/mês do ano.
Também aumenta tudo, excepto o ordenado (o meu pelo menos). As portagens parece que vão aumentar 2,2%. Resta saber quanto vai aumentar a luz, a água, o gás, o pão…
Bom, se isto é razão para ir para a rua rapar frio, normalmente uma praia qualquer porque isso é que é cool, apanhar banhos de espumante e cerveja, dar abraços e desejar um bom ano a desconhecidos, pois então que vão.
Eu prefiro estoirar os meus tostões noutras coisas que me digam mais (o que também não é muito difícil de arranjar, tendo em conta o patamar em que está a “passagem d’ano”).
Depois há aquela questão dos balanços. Toda a gente faz balanços de toda a maneira e feitio. Pois eu cá, prefiro ir fazendo os balanços quando bem me apetece, quando sinto necessidade de os fazer… do que deixar tudo para o final do ano. Para além de trazer muita mão d’obra, também não tenho pachorra, porque isso não leva a lado nenhum. O que está feito, está feito! Por mais balanços que se façam, não há volta a dar. Há que acima de tudo, aprender com os erros, à medida que os vamos cometendo.
Ainda as listas do que se quer, do que se deseja, do que se vai mudar, bla bla bla. Numa palavra consigo resumir isso. Tretas. Continua-se a fazer tudo tal e qual.
E o saldos? Nesta altura também há os saldos. Gente que parece que nunca saiu de casa. Gente que parece nunca ter visto roupa. Gente que se acotovela para chegar a uma camisola com uma etiqueta com um autocolante florescente com o preço novo. Gente que não parece gente de tão selvagens que parecem.

E eu sem paciência nenhuma para estas merdas todas.

2 comentários:

Anónimo disse...

ola!!!
entao e o resto dos anos???!!!
esses nao contao???!!!
lol
mas concordo contigo em tudo o resto
Beijos e "Cumprimentos"

Bom Ano

maicher disse...
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