sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pequenos grandes nadas



Chego a casa e não a vejo. Páro a caminete, abro a porta e lá está ela prontinha para receber um mimo. "Olá Juinha, estás boa?!". Se demoro um pouco mais a sair, ela tenta entrar. "Joaninha não podes entrar!" Ainda sentada, dou-lhe o mimo que espera com os seus olhos verdes a olhar para mim, na versão rum rum... Enquanto agarro nas tralhas e fecho a porta, já está deitada no chão a rebolar a pedir mais mimo. "A Juinha é muito linda..." digo, como se ela percebesse verdadeiramente o que lhe estou a dizer. (Às vezes parece que percebe mesmo o que lhe digo... e o que não digo.) Agradeço aquela recepção com mais uns quantos mimos na "baguiguinha" e tento andar de forma a não a pisar. Saltita ao meu lado, de rabo bem direitinho cheia de pose, para ganhar mais uns quantos afagos, até que entro em casa...


São 2 minutos, meia dúzia de mimos e outras tantas palavras. Pouco. Mas no dia seguinte lá está ela de novo. Quiça escondida atrás de um vaso, prontinha a saltar para a minha frente, quando eu passar...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007


Saio do trabalho com vontade de chorar. As pessoas que passam na rua contrariam-me a vontade que quase teima em ser mais forte. A noite que já caiu ajuda a disfarçar o meu semblante. Chego ao carro e rebento. Choro. As lágrimas turvam-me o caminho. Falta pouco para chegar a casa… Tenho de chegar bem. Tento cantar com a Maria Rita, mas não consigo. Falta-me força. A dor que sinto, teima em permanecer. Corrói. Esforço-me por pôr em prática a palavra de ordem, mas não é fácil. Às vezes vou-me abaixo. Sou fraca.
Consigo jantar sem perder a compostura. Não os quero preocupar. Eles brincam e dizem parvoíces nitidamente para ver se eu me rio. Mas não dá. Puxam conversa, mas limito-me a responder com monossílabos. Os 27 anos permitem-lhes conhecer-me como a palma da mão. Também não é difícil “verem-me”… “És transparente” disse-me alguém um dia e eu senti-me nua. “És transparente” ecoou de tal forma na minha cabeça, que nunca mais me esqueci. Talvez essa pessoa tenha razão e também talvez por isso, eu sinta necessidade de pôr no “papel” aquilo que com certeza todos vêm. A minha tristeza.
Despacho-me o mais depressa que consigo para ver se consigo ficar sozinha. Sinto uma dor no peito. Acho que os dias em que me “portei bem”, acumularam as lágrimas que tentei não perder. A dor deve vir daí…
Assim que a porta de “cima” se fecha, começo a lavar a alma… Sinto-me mal. Um trapo. Há uma inquietude em mim perturbadora. Tento a todo o custo remar contra a maré. Tento a todo o custo manter a cabeça ocupada, para mascarar qualquer coisa que me anda a consumir. Estou cansada.
Sei que é uma etapa pela qual tenho de passar, por mais que me custe. E se custa… Mas estou farta de não conseguir dizer parvoíces. De não conseguir pregar partidas. De não me sentir bem. E enquanto não conseguir estar tranquila comigo própria, não conseguirei estar bem com os outros… Por isso, aqui fica o meu pedido de desculpas a todos quanto de uma forma ou de outra, me tentam ajudar. Se não “respondo” como gostariam (como eu gostaria) não é por má vontade. É mesmo porque não consigo… Acreditem. Obrigado.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Von Tó A. ZEBRA


O pior cego é aquele que não quer ver.


Apostava a minha mão direita em como não devo precisar de ir ao médico do'zolhos. Passou-se-me a miopia!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dia um



Von Tó A. Ovelha

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gosto muito de vocês!




"(...) disseste-me isto à um ano"


"Estou aqui!"


"Quer ir lanchar lá a casa?"


"Foste tu que me ensinaste isto..."


"Aquele abraço"


"Vaca não gosta da Tó triste"


"Estou contigo"


e até mesmo


"(...) precisas é de um abraço..."


são palavras simples, pequeninas que nos acalentam...


que vêm de pessoas Grandes.



Obrigado por serem como são para mim!


terça-feira, 4 de setembro de 2007

Obrigado S. Pedro

Depois de um período de hibernação ao "contrário", eis-me aqui de novo para partilhar convosco uma tarde deste pseudo Verão, que nos tem prendado com belos dias de praia numa esplanada bem abrigada. Nesta tarde, resolvi ir até a montanha. Depois de "arrastar" um primo até ao cimo da Fórnea em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, desafiei-o para irmos ao sopé da montanha. "Cláudia, não são 3km! São SEIS! 3 para lá e 3 para cá...".
"Boa tarde Senhor! Para a Fórnea, é por aqui?" - "Uiiii menina! Está totalmente enganada!"5€ de gasóleo, 20km e meia hora depois, conseguimos chegar onde pretendíamos.
Ficam aqui alguns momentos desta caminhada de 6km, em que os últimos 600m a pique para a Cova da Velha, custaram mais que todo o percurso.
Resultado: uma tarde bem diferente, divertida, com direito a amoras e umas quantas bolhas nos pés. No pé direito chegou a sair uma bifana.